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Blues,
o som eterno
Por
Júlio Balsini
Um estilo de som que resiste ao tempo com sua batida
clássica e contagiante. O ritmo imortal que surgiu
provavelmente nos porões e senzalas da região
sul dos Estados Unidos. Mais uma herança rítmica
deixada pelos povos africanos, que alimentaram toda
a cultura musical existente nas Américas. Triste,
o sentido da música e da palavra BLUES. É
a forma mais expressiva de inspiração
para criar solos alucinantes que fazem deste estilo
livre de som um dos mais ricos em improvisos.
A música fala de amor, mulheres, Scotch e Bourbon.
A alma do Blues está nas composições
de Muddy Waters, Jimmy Reed e no Hochie Coochie Man
Willyy Dixon. Os seguidores também tem seu valor
e com muito sentimento fizeram chorar os corações
do mundo nas melodias inconfundíveis de Lucily
aos braços de B. B. King, nos solos enigmáticos
e psicodélicos de Jimmy Hendrix e a simplicidade
e invejável precisão do Milk Bluesman
Eric Clapton. Mais além e além da lenda
vem o fantástico Steve Ray Voughan que dez anos
após Hendrix trouxe de volta a magia e a euforia
de solos que transcendem qualquer conceito de música
existente na terra Blues. O som que brotou da terra,
expandiu suas raízes e nasceu no coração
de quem sente no mundo a falta de alguém e busca
na música a força que não tem na
vida real. Get the Blues.
Júio
Balsini, publicitário.
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