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Os
Chefes
Por
Sérgio
Negrão
Quem pensa que blues é trilha sonora para bêbado, às
três da manhã, amassar o copo de plástico cheio de Natu
Nobilis aguado ainda não conhece Os Chefes. Há três
anos, a banda varreu o marasmo que se acumulava em bares
da cidade. O rock, country e soul passaram a habitar
locais onde antes só cabiam violão e voz. Tudo isso
em torno de um eixo sólido e atraente: blues com requinte.
Clássicos da música negra interpretados por músicos
bem trajados em seus ternos, versões respeitosas, bom
humor, ótimos músicos e está pronta a festa - três anos
de festa. Fábio Franchini (vocal e guitarra), André
Seben (guitarra), Jota R. (bateria) e Adailton (baixo)
guardam uma legião de fãs por todo o Estado e justificam
o nome mandando ver em cima do palco. Desde o começo
de 2001, Os Chefes decidiram levar o som da banda para
todo o estado. Diminuíram a quantidade de apresentações
em Florianópolis e passaram a fazer shows em cidades
como Concórdia, Timbó, Criciúma, Lages, Brusque, Camboriú
e Blumenau. Acabaram se transformando na única banda
da Capital a fazer 90% dos shows no interior do estado.
A aproximação do verão e o pedido dos fãs fizeram com
que o grupo decidisse, por um tempo, voltar às apresentações
semanais na ilha. Paralelamente, Os Chefes estão gravando
um CD com composições próprias, músicas inéditas e até
uma raridade do lado B do rock nacional, Arnaldo Baptista.
O CD já está parcialmente gravado e algumas músicas
já são tocadas em shows. É o caso de "Momentos de Ilusão",
música que costuma tocar nas rádios do interior e da
Capital e que já mereceu até mesmo videoclipe dos alunos
do curso de Jornalismo da UFSC. O CD ainda conta com
uma música do pandorgueiro ilhéu Valdir Agostinho e
várias composições feitas pela banda. Como se não bastasse,
Os Chefes estão regravando uma versão da quase desconhecida
"Fique aqui comigo", da carreira solo do ex-mutante.
A previsão é que o CD esteja à venda ainda no primeiro
semestre de 2002. Para o verão, Os Chefes prometem fazer
mais show em Florianópolis, bem perto de seus fãs da
Capital. Palavra de chefe.
*Sérgio
Negrão é jornalista e músico.
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